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10/06/2026O formato dos pés costuma gerar muitas dúvidas, especialmente quando o chamado “pé chato” entra em questão. Embora seja uma característica comum e, na maioria das vezes, inofensiva, nem sempre ele passa despercebido. Em alguns casos, pode vir acompanhado de desconforto ou dor, principalmente durante atividades do dia a dia.
Neste artigo, você vai entender quando o pé plano pode causar dor, quais são os sinais de alerta e em quais situações é importante buscar avaliação médica.

Pé plano em crianças: é normal ou precisa de tratamento?
O pé plano, popularmente conhecido como “pé chato”, é caracterizado pela redução ou ausência do arco plantar (aquela curvatura natural que existe na sola do pé). Em adultos, essa estrutura já está formada, mas na infância o cenário é diferente e, muitas vezes, motivo de dúvida para os pais.
Durante os primeiros anos de vida, é esperado que a criança apresente os pés mais planos. Isso acontece porque o arco ainda está em desenvolvimento e há uma maior quantidade de gordura na região plantar. Assim, dando essa aparência de “pé totalmente apoiado no chão”. Com o crescimento, a musculatura e os ligamentos vão se fortalecendo, permitindo que o arco se forme de maneira gradual ao longo dos anos.
Na maioria dos casos, o pé plano infantil não causa dor nem interfere nas atividades do dia a dia, como correr, brincar ou praticar esportes. Por isso, quando não há desconforto ou limitação de movimentos, não costuma ser necessário nenhum tipo de tratamento específico, apenas o acompanhamento.
Quando o pé plano causa dor?
Na maioria das pessoas, o pé plano não causa qualquer desconforto e faz parte apenas de uma variação natural do corpo. No entanto, existem situações em que ele deixa de ser assintomático e passa a provocar dor. Isso pode acontecer principalmente após períodos de maior esforço, como caminhadas prolongadas, prática de esportes ou longos períodos em pé.
Esse incômodo pode se manifestar nos próprios pés, na região dos tornozelos e, em alguns casos, até nas pernas. Isso acontece porque a ausência ou redução do arco plantar pode alterar a forma como o peso do corpo é distribuído durante a pisada. Assim, gerando uma sobrecarga em determinadas estruturas. Quando há também rigidez no pé ou alterações no padrão de movimento ao caminhar, esse impacto tende a ser ainda maior.
A presença de dor é um dos principais sinais de alerta de que o pé plano merece uma avaliação mais cuidadosa. Mais do que o formato do pé em si, é o sintoma que indica a necessidade de investigar se há algum desequilíbrio mecânico ou outra condição associada que precise de orientação adequada.
Sobrepeso pode piorar a dor no pé plano?
O peso corporal tem um papel importante na forma como os pés absorvem o impacto das atividades do dia a dia. Em crianças com pé plano, o sobrepeso ou a obesidade podem aumentar a sobrecarga sobre as estruturas do pé. Assim, intensificando o desconforto, especialmente após caminhar, correr ou permanecer muito tempo em pé.
Esse excesso de carga pode favorecer o surgimento de dor, sensação de cansaço nos pés e até mudanças na forma de andar, já que o corpo passa a compensar essa sobrecarga para manter o equilíbrio. Com o tempo, essas adaptações podem impactar não apenas os pés, mas também tornozelos e pernas.
Por isso, o cuidado com hábitos saudáveis faz parte de uma abordagem mais ampla. Manter uma rotina equilibrada, com alimentação adequada e estímulo à atividade física, contribui não só para o controle do peso, mas também para o melhor funcionamento do corpo como um todo, reduzindo a sobrecarga sobre os pés e ajudando a prevenir sintomas.
Pé plano altera a forma de andar da criança?
Na maior parte das crianças, o pé plano não interfere na forma de andar. Mesmo com o arco ainda em desenvolvimento, a marcha costuma acontecer de maneira natural, sem prejuízos funcionais ou limitação para as atividades do dia a dia.
No entanto, quando o pé plano está associado a sintomas, esse cenário pode mudar. A ausência de um arco bem estruturado pode levar a pequenas alterações na pisada e no alinhamento dos membros inferiores. Assim, exigindo maior esforço da musculatura para manter a estabilidade durante a caminhada. Com o tempo, isso pode se refletir em sinais como cansaço ao caminhar, menor disposição para atividades físicas ou até um padrão de marcha diferente do esperado para a idade.
Essas mudanças não acontecem em todos os casos, mas, quando presentes, indicam que o pé plano merece uma avaliação mais atenta. Observar como a criança se movimenta no dia a dia é um passo importante para identificar possíveis desconfortos e garantir um desenvolvimento adequado.
Como tratar o pé plano com dor?
Quando o pé plano está associado à dor, o tratamento costuma ser direcionado principalmente ao alívio dos sintomas e à melhora da função dos pés. Na maioria dos casos, a abordagem é conservadora e envolve orientações sobre atividades do dia a dia, ajustes na carga de esforço e estímulo a exercícios específicos para fortalecimento da musculatura e alongamento, especialmente da região dos pés e das pernas.
Em algumas situações, o uso de palmilhas pode ser indicado como forma de oferecer suporte adicional e melhorar a distribuição do peso durante a pisada. Essa recomendação, no entanto, não é universal e deve ser feita de forma individualizada, considerando as características de cada criança e a presença de sintomas. O controle do peso também é um ponto importante, já que ajuda a reduzir a sobrecarga sobre os pés e pode contribuir para a diminuição do desconforto.
A cirurgia é pouco frequente e costuma ser reservada para casos específicos, em que há dor persistente e limitação funcional mesmo após a tentativa de tratamento conservador. Por isso, o acompanhamento com o ortopedista é necessário para avaliar cada situação de forma cuidadosa, definir a melhor estratégia e garantir uma evolução adequada ao longo do crescimento.ermite que o médico conduza cada caso de forma adequada, com orientações personalizadas para a criança.
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Cuidar da saúde ortopédica infantil desde cedo faz toda a diferença no desenvolvimento da criança. O acompanhamento com um especialista permite identificar alterações precocemente e orientar o melhor caminho para cada caso, sempre com foco em um crescimento saudável e funcional.
O Dr. Lucas Rodrigues é ortopedista pediátrico, com formação e especialização em instituições de referência e atuação dedicada ao cuidado de crianças com diferentes condições ortopédicas, como pé torto congênito, pé plano e alterações da marcha. Sua abordagem une conhecimento técnico, atendimento individualizado e um olhar atento às necessidades de cada família, buscando sempre segurança, acolhimento e bons resultados no tratamento.



