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11/05/2026Poucos temas geram tantas dúvidas entre pais e responsáveis quanto a chamada “dor do crescimento”. Quando a criança se queixa de dor nas pernas, principalmente no fim do dia ou durante a noite, é comum surgir a preocupação: isso faz parte do desenvolvimento ou pode indicar algum problema?
Apesar de bastante conhecida, a dor do crescimento ainda levanta questionamentos importantes. Afinal, ela realmente existe? É algo esperado em determinadas fases da infância ou um sinal que merece mais atenção?
Neste artigo, você vai entender o que é a dor do crescimento, por que ela acontece e quando é importante buscar avaliação médica.

O que é dor do crescimento? Ela existe mesmo?
A chamada dor do crescimento é, sim, uma condição real e relativamente comum na infância. Apesar do nome, ela não está diretamente relacionada ao crescimento dos ossos, mas sim a um tipo de dor musculoesquelética benigna, que costuma surgir de forma recorrente, principalmente nas pernas.
Esse desconforto aparece com mais frequência em crianças em idade pré-escolar e escolar, geralmente no fim do dia ou durante a noite, podendo até despertar a criança. Ainda assim, trata-se de um quadro considerado benigno, sem associação com doenças mais graves ou alterações estruturais.
Um ponto importante é que, mesmo sendo uma das causas mais frequentes de dor em crianças, a dor do crescimento não apresenta alterações no exame físico nem em exames laboratoriais. Ou seja, a criança costuma estar saudável, ativa e sem sinais clínicos que indiquem inflamação, lesões ou outras condições ortopédicas.
Por que a dor do crescimento acontece?
A causa exata da dor do crescimento ainda não é totalmente definida, e isso faz com que diferentes hipóteses sejam consideradas para explicar por que esse desconforto acontece. O que se sabe é que não existe uma única explicação capaz de justificar todos os casos.
Uma das teorias mais aceitas está relacionada à fadiga muscular após as atividades do dia. Crianças costumam ser bastante ativas, e o esforço repetido ao longo do dia pode levar a um desconforto no período da noite, especialmente nas pernas. Outra possibilidade envolve a hipermobilidade articular, situação em que as articulações têm uma amplitude maior que o habitual, o que pode gerar sobrecarga muscular.
Além disso, alguns estudos sugerem que determinadas crianças podem apresentar uma maior sensibilidade à dor, o que contribui para a percepção mais intensa desses episódios, mesmo sem uma lesão ou inflamação associada.
É importante reforçar que, apesar do nome, não há evidências de que essa dor esteja diretamente ligada ao crescimento ósseo. Entender isso ajuda a desmistificar a condição e a enxergá-la de forma mais adequada, como um quadro benigno e multifatorial, bastante comum na infância.
Qual a idade mais comum para dor do crescimento
A dor do crescimento é mais comum em crianças entre 3 e 10 a 12 anos de idade, período em que elas costumam ser mais ativas e estão em plena fase de desenvolvimento. Esse tipo de dor aparece principalmente na infância e, na maioria dos casos, tende a desaparecer naturalmente com o passar dos anos, sem deixar qualquer consequência.
Tanto meninos quanto meninas podem apresentar o quadro, sem uma diferença significativa entre os sexos. Os episódios costumam surgir de forma intermitente, ou seja, a criança pode passar dias ou até semanas sem dor e, em outros momentos, voltar a se queixar, especialmente no fim do dia ou à noite.
Esse padrão, associado à ausência de outros sinais de alerta, é uma das características que ajudam a identificar a dor do crescimento como uma condição benigna e transitória, que faz parte da infância de muitas crianças.
Quais são os sintomas da dor do crescimento?
Os sintomas da dor do crescimento costumam seguir um padrão bastante característico, o que ajuda na sua identificação. A queixa mais comum é de dor nas pernas, especialmente nas panturrilhas, coxas ou na região atrás dos joelhos. Em muitos casos, essa dor aparece de forma bilateral, ou seja, atinge os dois lados do corpo.
Geralmente, o desconforto surge no final do dia ou durante a noite, podendo até acordar a criança. Apesar disso, é comum que, ao amanhecer, ela esteja bem, sem dor e com disposição para realizar suas atividades normalmente, como brincar, correr e ir à escola.
Outro ponto importante é que não há sinais inflamatórios associados. Não é esperado observar inchaço, vermelhidão ou aumento de temperatura local, e a criança não apresenta limitação de movimentos no dia seguinte. Além disso, os episódios costumam ser intermitentes, surgindo em alguns dias e desaparecendo em outros, o que reforça o caráter benigno desse tipo de dor.
Como diferenciar dor do crescimento de outras doenças e quando investigar?
Diferenciar a dor do crescimento de outras condições é importante para garantir segurança no acompanhamento da criança. Como se trata de um quadro benigno, o exame físico costuma ser completamente normal, sem sinais de inflamação, alterações articulares ou limitações de movimento.
Alguns sinais, no entanto, merecem atenção e indicam a necessidade de avaliação médica mais detalhada. Quando a dor é persistente e localizada sempre no mesmo ponto, especialmente em apenas um lado do corpo, é importante investigar. A presença de inchaço, vermelhidão, aumento de temperatura local ou febre também foge do padrão esperado. Da mesma forma, se a criança passa a mancar, evita apoiar o membro ou apresenta dificuldade para realizar atividades habituais, isso deve ser investigado.
Outro aspecto relevante é o comportamento da dor ao longo do dia. Diferente da dor do crescimento, que costuma desaparecer pela manhã, dores que persistem durante o dia ou pioram com o tempo precisam de uma análise mais cuidadosa.
Nesses casos, o objetivo da investigação é afastar outras causas, como condições ortopédicas ou reumatológicas, que podem exigir tratamento específico. Por isso, observar o padrão dos sintomas e buscar orientação médica diante de sinais atípicos é importante para um diagnóstico seguro.r isso, sempre que houver dor, limitação ou qualquer mudança no padrão habitual da criança, é importante buscar uma avaliação médica para uma análise mais detalhada.
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Cuidar da saúde ortopédica infantil desde cedo faz toda a diferença no desenvolvimento da criança. O acompanhamento com um especialista permite identificar alterações precocemente e orientar o melhor caminho para cada caso, sempre com foco em um crescimento saudável e funcional.
O Dr. Lucas Rodrigues é ortopedista pediátrico, com formação e especialização em instituições de referência e atuação dedicada ao cuidado de crianças com diferentes condições ortopédicas, como pé torto congênito, pé plano e alterações da marcha. Sua abordagem une conhecimento técnico, atendimento individualizado e um olhar atento às necessidades de cada família, buscando sempre segurança, acolhimento e bons resultados no tratamento.



